O Sistema de Drenagem Oleosa é uma infraestrutura essencial para coletar e tratar efluentes contaminados com derivados de petróleo (óleos, graxas e combustíveis)....
O Sistema de Drenagem Oleosa é uma infraestrutura essencial para coletar e tratar efluentes contaminados com derivados de petróleo (óleos, graxas e combustíveis). Ele evita a contaminação do solo e da água ao reter resíduos perigosos antes que a água seja destinada à rede coletora ou ao meio ambiente. O processo é composto por etapas sucessivas que garantem a separação adequada dos compostos, operando da seguinte forma:
- Captação: Canaletas e pisos impermeáveis direcionam a água e os resíduos líquidos das áreas de risco (como pistas de abastecimento, descarga de combustíveis e trocas de óleo) para a rede de drenagem;
- Caixa de Areia: O efluente passa primeiro por esta caixa, que retém sedimentos grossos e sólidos suspensos, evitando que entupam os equipamentos seguintes;
- Caixa Separadora de Água e Óleo (CSAO): O coração do sistema. Utiliza a diferença de densidade para separar o óleo da água. O óleo, sendo mais leve, fica na superfície e é recolhido, enquanto a água segue para a etapa seguinte;
- Caixa de Amostragem: Permite coletar amostras da água tratada para garantir que ela obedece aos rigorosos limites de lançamento (ex: máximo de 20 mg/L de óleo mineral).
Legislação e Normas Técnicas
- Resolução CONAMA nº 430/2011: Estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, determinando o limite máximo de 20 mg/L de óleos minerais;
- ABNT NBR 14605: É a norma técnica principal que orienta o projeto, a instalação e a manutenção dos sistemas de drenagem oleosa em postos de combustíveis e serviços automotivos. Ela é dividida em partes (como a NBR 14605-2 para dimensionamento e NBR 14605-3 para ensaios.